É preciso vocação para viver junto aos jovens em recuperação.
Um estilo de vida nascido da vivência da Palavra de Deus, uma associação de fiéis crescente a cada dia, dois carismas o da unidade de Chiara Lubich e o da pobreza de são Francisco de Assis e um só ideal viver o amor recíproco.
Os primeiros passos para o nascimento dessa família foram dados em 1983 quando Nelson Rosendo, orientado por frei Hans Stapel a viver a Palavra de Deus concretamente, aproximou-se de uma esquina na cidade de Guaratinguetá / SP, onde os jovens vendiam e consumiam drogas. Desse contato surgiu o primeiro pedido de ajuda de Antonio Eleutério que expôs seu desejo de se libertar da dependência.
Com o passar dos anos, a comunidade terapêutica entendeu que sua finalidade principal deve ser a vida que se origina da vivência do evangelho pelos membros da associação de fiéis, reconhecida e aprovada pela Igreja Católica, nomeada de Família da Esperança.
Para os fundadores dessa realidade, a passagem do tempo e a experiência adquirida apenas confirmaram seus desejos de que a recuperação seja uma consequência da fidelidade a Palavra de Deus de todos aqueles que dedicam suas vidas aos jovens toxicodependentes e também esses acometidos pelo inferno das drogas.
Deixar pais, emprego e até seu país para uma vida de doação é uma vocação.
Doar-se 24 horas por dia para ver os jovens livres da droga é uma vocação.
Na Fazenda da Esperança os vocacionados se dispõem em diversas vocações: religiosos e religiosas, casados, solteiros, padres, consagrados celibatários, todos têm um espaço dentro dessa comunidade.
Todos são tão importantes para os jovens, as freiras enclausuradas que rezam pelos recuperantes, os solteiros que convivem no dia a dia, os casados que são exemplos de pais e de família, os padres que são orientadores espirituais e outros diversos que contribuem concretamente na recuperação.
Eles pertencem a Família da Esperança, a associação de fiéis, reconhecida pela Igreja e responsável pelo trabalho da Fazenda da Esperança.